Perguntas Frequentes - Ecoponto

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Qual o encaminhamento dado aos materiais que separo e coloco no Ecoponto? É verdade que, após a colocação no ecoponto são todos misturados na viatura de recolha? 

Uma dúvida muito comum colocada pelos munícipes é a questão da mistura dos materiais. Muitas vezes, há a ideia errada que o papel/cartão e as embalagens são todos misturados na viatura que as recolhe. Há também a ideia de que muitas vezes, os materiais recicláveis são misturados com os resíduos indiferenciados, vulgo "lixo”, o que também é uma ideia totalmente errada. Tentamos por isso desmistificar esta ideia, conforme a explicação que se segue:
 
A recolha dos materiais recicláveis colocados nos ecopontos existentes na via pública é feita com viaturas apropriadas (de grua, normalmente) e que não estão, de todo, adaptadas à recolha de contentores para resíduos indiferenciados (os comuns contentores verdes de 4 rodas existentes nas nossas ruas para a deposição do "lixo” indiferenciado; neste caso, a recolha é feita com o recurso a viaturas de basculamento e compactação traseira).
 
Caso os ecopontos sejam do tipo enterrado (vulgares "molocks”), a recolha dos materiais é feita com viaturas também de grua; efetivamente, neste caso a recolha tem semelhanças com os molocks para os "lixos” indiferenciados, mas somente no tipo de viatura.
 
Todos os materiais recicláveis recolhidos quer através dos ecopontos de via pública, quer através dos molocks-ecopontos são encaminhados para o Centro de Triagem da Lipor, em viaturas e circuitos específicos, não havendo qualquer mistura de materiais (exceto aquela que, indevidamente por falta de conhecimento ou desleixo, é feita pelos munícipes);
 
Todas as cargas provenientes dos ecopontos são inspecionadas, uma vez que o Centro de Triagem da Lipor se encontra certificado, quer pelas normas de Qualidade, Ambiente e Segurança.
 
No caso dos "lixos” indiferenciados que são encaminhados para a Lipor II (Central Valorização Energética), a situação é em tudo semelhante ao descrito para o Centro de Triagem, uma vez que a unidade está também certificada pelas normas de Qualidade, Ambiente e Segurança.
 
Assim, assegurarmos que os materiais recicláveis que são depositados nos ecopontos seguem o destino adequado (Centro de Triagem da Lipor), não sendo misturados, numa mesma viatura, com os resíduos indiferenciados; eventualmente, e por uma questão de otimização, existem viaturas que recolhem 2 fluxos de recicláveis (ex: papel e embalagens), mas mesmo nesta situação, os materiais seguem em compartimentos distintos, uma vez que a descarga no Centro de Triagem é feita em locais separados.
Por último, a deposição dos resíduos recicláveis deve ser feita sempre nos ecopontos (ou utilizando circuitos específicos, tipo porta-a-porta), pois caso os resíduos, ainda que devidamente separados, sejam colocados junto dos contentores (muitas vezes ao lado dos contentores para "lixos” indiferenciados), efetivamente poderão ser recolhidos como "lixo” comum, pois, conforme referido anteriormente, o tipo de viatura utilizada (grua) não permite recolher os resíduos que se encontrem fora dos ecopontos.

Por que razão não é possível depositar nos ecopontos e ecocentros outros tipos de vidro, para além de vidros de garrafa, garrafões e boiões?

O vidro embalagem, que pode ser colocado nos ecocentros e ecopontos, tem uma composição específica. Sendo que a sua recolha pressupõe que o mesmo venha a servir, como casco, para produzir novamente vidro de embalagem, no seu processo de reciclagem, é necessário garantir que não há a adição de nenhum outro tipo de material que possa contaminar esse casco.
 
Loiças em vidro, cristais, boiões de cosmética, copos , entre outros materiais de vidro com os quais lidamos diariamente, tem composições químicas diferentes do vidro das garrafas , daí não poderem ser colocados nas estruturas de deposição de recolha seletiva - nem nos Ecopontos, nem nos Ecocentros.

Que acontece às embalagens usadas que depositamos nos ecopontos e noutros equipamentos para recolha seletiva?

Depois de recolhidas, as embalagens usadas são transportadas pelas Autarquias para uma Estação de Triagem, onde são submetidas a uma separação ainda mais rigorosa por tipo de material. Por exemplo, os metais são separados em ferrosos e não ferrosos; os plásticos em PVC, PET, PEAD, PEBD, PP, PS, entre outros. A triagem confere aos resíduos a homogeneidade e qualidade necessárias à sua reciclagem. Depois deste processo de seleção, os resíduos de embalagens são enfardados por tipo de material e reencaminhados através da Sociedade Ponto Verde, para empresas que procedem à sua reciclagem.

 

Qual a diferença entre ecoponto e ecocentro? 

O ecoponto é um conjunto de três contentores para recolha seletiva de embalagens usadas: o amarelo (para as de plástico e metal), o azul (para as de papel e cartão, jornais, revistas e papel de escrita) e o verde (para as de vidro). A este conjunto pode, ainda, estar associado um pequeno contentor vermelho para as pilhas.
 
O ecocento consiste num parque de grandes dimensões, que recebe embalagens usadas e outros resíduos, por exemplo, madeira, entulhos provenientes de construção e demolição, eletrodomésticos, móveis, óleos minerais e vegetais, baterias de automóveis, etc. Mas, como nem todos os ecocentros estão preparados para receber os mesmos resíduos, verifique o que pode entregar no do seu concelho.
 
E não se esqueça: separar para reciclar não significa usar apenas o ecoponto!

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