Perguntas Frequentes - Sensibilização

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Lipor e a Educação Ambiental 

Desde sempre, a Lipor – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, tem demonstrado particular interesse em áreas como a Educação Ambiental, de forma a complementar a sua principal atuação ao nível do tratamento e Valorização dos Resíduos.
 
Assim, o DECRI – Departamento de Educação, Comunicação e Relações Institucionais prepara e dinamiza os vários projetos que são adequados a cada nível etário, tendo como objetivos prioritários a informação, sensibilização e formação na temática Ambiental, particularmente na área dos resíduos.
 
A cada 2 anos é apresentado o Plano de Educação Ambiental, no qual constam atividades como as sessões temáticas, os atelier’s de reutilização e de reciclagem, jogos didáticos e ações de formação.
 
A par destas ações, e sempre com o objetivo de incrementar temas como a Prevenção da Produção de Resíduos, a Política dos 3 R’s e a Separação dos Resíduos, são também realizadas visitas de estudo às instalações da Lipor, campanhas de sensibilização em feiras, nas praias e shopping’s, campos de férias, concursos, entre outras.

O que é a Política dos 3 R’s?

A política dos 3 R'S consiste num conjunto de medidas de ação adotadas em 1992, por ocasião de Conferência da Terra realizada no Rio de Janeiro bem como no 5º Programa Europeu para o Ambiente e Desenvolvimento de 1993.
 
Os 3 R’s são sinónimo de Redução, Reutilização e Reciclagem.
 
Em primeiro lugar é necessário reduzir a quantidade de resíduos produzidos, de modo a minimizar os impactos sobre o ambiente, sendo a diminuição da quantidade de resíduos o primeiro passo, e até o mais importante.
 
Com o objetivo de prolongar a longevidade dos materiais e evitar a produção de resíduos, é possível reutilizar os resíduos, dado que alguns deles foram concebidos para serem utilizados diversas vezes. Reutilizar consiste em tornar a utilizar aquilo que era considerado lixo, evitando a sua eliminação.
 
Quando já não existe outra opção, então deverá proceder-se à separação dos resíduos para reciclagem. Reciclar significa transformar os resíduos, que podem voltar à forma de origem ou então podem ser convertidos noutra substância, de modo a serem reintroduzidas no mercado. Ao reciclar economiza-se energia, matérias-primas e reduz-se a quantidade de resíduos a serem enviados para aterro sanitário ou incineração.
 
O que fazer?
 
Redução:
 comprar apenas o essencial;
 preferir produtos familiares, não embalados, recarregáveis e recicláveis;
 evitar a utilização de sacos de plástico fornecidos nas áreas comerciais

Reutilização:
 converter embalagens em brinquedos ou em elementos decorativos;
 reaproveitar frascos de vidro ou garrafas de plástico;
 transformar resíduos em peças de arte.

Reciclagem:
 Separar os resíduos (vidro, papel e cartão, plástico, metal e pilhas) nos ecopontos 

Que posso fazer para participar na Reciclagem? 

A participação ativa e empenhada dos Consumidores no processo de reciclagem começa em casa com a separação das embalagens usadas por tipo de material: plástico e metal, papel e cartão, vidro e madeira. Os resíduos de embalagens devem então ser colocados nos equipamentos apropriados disponibilizados pelas Autarquias para o efeito. Em Portugal têm vindo a ser progressivamente implantados vários equipamentos que permitem a participação dos consumidores na recolha seletiva, tais como: ecopontos, ecocentros e cestos ou sacos específicos para recolha porta-a-porta. 

 

Que objetos resultam da reciclagem de embalagens usadas? 

A reciclagem de embalagens usadas consiste no reprocessamento e na incorporação dos materiais dessas embalagens na produção de novos objetos, num ciclo praticamente interminável, com ou sem adição de matéria-prima virgem.
 
Através da reciclagem valorizamos os materiais de embalagem (os quais de outra forma teriam um ciclo de vida mais reduzido) e damos origem a diversos objetos que usamos todos os dias: paletes de transporte, revestimentos e placas para construção civil e bricolage, peças de vestuário, fibras para enchimento de acolchoados, lingotes de metal de alta qualidade, peças para eletrodomésticos de uso comum (como esquentadores e fogões), novas garrafas e boiões, novas embalagens, livros, jornais, papel de escrita, cartão liso ou canelado de qualidade, papel higiénico, mobiliário de jardim, vasos, tubos de escoamento, caixas de cassetes, aglomerados de madeira para uso no fabrico de mobiliário, entre muitas outras coisas.

Como posso facilitar a minha participação em prol do Ambiente? 

Utilize dois caixotes para os seus resíduos domésticos: um para os resíduos orgânicos (restos de comida) e outro para as embalagens de plástico e metal. As embalagens de vidro, pelo seu maior volume, podem ser armazenadas num outro local da casa, por exemplo numa varanda, despensa ou arrecadação. O papel e o cartão usados podem ser armazenados em qualquer divisão, numa caixa de cartão, por exemplo, dado não provocarem maus cheiros. Deve espalmar as embalagens de papel e cartão, a fim de reduzir o seu volume, permitindo aumentar a capacidade de armazenamento em casa e assim reduzir o número de deslocações ao Ecoponto. Sempre que possível, escorra todo o conteúdo das embalagens e espalme-as, de forma a ocuparem menos espaço. Se achar necessário pode passar as embalagens por água, para evitar maus cheiros. As embalagens de madeira devem também ser separadas, embora só possam ser depositadas nos ecocentros.

 

Como posso proceder para separar as minhas embalagens usadas? 

A separação doméstica das embalagens usadas por tipo de material (metal e plástico, papel/cartão, vidro e madeira) é o primeiro passo para a sua reciclagem. Para uma separação correta dos resíduos de embalagens siga as indicações fornecidas pela sua Autarquia, disponíveis nos equipamentos de recolha ou noutros suportes de informação. Pode ainda consultar as dicas de deposição para os diferentes materiais e outras informações úteis aqui.

 

Que destino poderei dar aos óleos alimentares usados?  

Os óleos alimentares usados - OAU (óleo de girassol, de soja, azeite), infelizmente, na maioria das vezes, são despejados pelo esgoto da banca.
 
Este é um erro ambiental que podemos involuntária ou voluntariamente cometer!
 
As vantagens da separação dos óleos alimentares usados são inúmeras, pois além de se dar um destino final adequado a este tipo de resíduos, os benefícios ambientais, sociais e económicos são de grande relevância. Destacam-se a não contaminação dos cursos de água (um litro de óleo alimentar contamina cerca de 1 milhão de litros de água! O equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos!), a conservação das tubagens de canalização, o bom funcionamento das ETAR’s (Estações de Tratamento de Águas Residuais) e a atitude exemplar de bom cidadão, consciente dos problemas atuais que muito interferem no futuro do planeta e das gerações.
 
Os OAU separados são depositados em contentores específicos (oleões) e posteriormente, recolhidos e encaminhados para reciclagem, nomeadamente para fabrico de sabão natural ou biodiesel (biocombustível).
 
Atualmente, na área de intervenção da LIPOR existem oleões para deposição dos óleos alimentares usados em todos os seus municípios associados. Saiba o local mais perto de sua casa onde pode depositar o seu OAU
 
Na impossibilidade de recorrer a um destes pontos de recolha, o melhor é armazenar os óleos alimentares usados em garrafas de plástico ou, com os guardanapos de papel usados, absorver o óleo, para posterior deposição no contentor de resíduos indiferenciados. Assim, não prejudicamos e não contaminamos os cursos de água!
 

Qual a importância dos biocombustíveis? 

Define-se biocombustível como sendo um combustível para transportes, líquido ou gasoso, de origem biológica (desde que não seja de origem fóssil). O fato das reservas associadas aos combustíveis fósseis serem finitas e se verificarem grandes oscilações a nível do preço do petróleo, fruto da instabilidade política mundial e económica, aliada às crescentes preocupações com o ambiente, foram fatores decisivos para que se pensassem noutras formas de utilização de energia.
 
A partir desta reflexão e da necessidade da mudança surgiram os primeiros investimentos em tecnologia para estimular o uso de novos combustíveis, alternativos, como o biodiesel.
 
O biodiesel é um biocombustível obtido através de um processo de transesterificação, ou seja uma reação química entre óleo vegetal (virgem ou usado) ou gordura animal, com um álcool (metanol ou etanol), na presença de um catalizador.
 
Os óleos alimentares usados provenientes do setor da restauração ou doméstico são, por isso, uma excelente fonte de matéria-prima para a produção de biodiesel.
 
A reciclagem dos óleos alimentares usados permite:
 Dar um destino final adequado aos óleos alimentares usados;
 Evitar a contaminação dos cursos de água;
 Melhorar o funcionamento das ETAR’s;
 Diminuir o consumo e dependência dos combustíveis fósseis;
 Reduzir as emissões de gases de efeitos de estufa para a atmosfera.
 
Estudos mais recentes referem que, em Portugal, por ano, são produzidos cerca de 125 mil toneladas de óleos alimentares usados, dos quais ainda uma quantidade muito pequena é que é devidamente encaminhada para valorização.
 
O biodiesel pode ser utilizado na forma pura (cuja denominação corrente é B-100, 100% biodiesel) ou mediante uma mistura biodiesel - gasóleo, em que a proporção utilizada de biodiesel na mistura é referenciada no fator "B” (por exemplo, uma mistura com 20% de biodiesel e 80% de gasóleo é denominada de B-20).
 
Dependendo da proporção de biodiesel utilizada na mistura, que deve respeitar as caraterísticas da frota a que se destina, nomeadamente no que concerne à idade da viatura, ao tipo de viatura (pesada ou ligeira) e à manutenção a nível de substituição de filtros, por exemplo, a utilização de biodiesel não interfere com o normal funcionamento das viaturas.
 
De referir que a incorporação de biodiesel no gasóleo deve ser efetuada de forma gradual, ou seja, e em fase de arranque de utilização do novo combustível, o aumento da proporção de biodiesel deve acontecer espaçado no tempo.
 
A frota da Lipor é já abastecida com uma percentagem de biodiesel incorporada no gasóleo. 

Que acontece às embalagens usadas que depositamos nos ecopontos e noutros equipamentos para recolha seletiva?

Depois de recolhidas, as embalagens usadas são transportadas pelas Autarquias para uma Estação de Triagem, onde são submetidas a uma separação ainda mais rigorosa por tipo de material. Por exemplo, os metais são separados em ferrosos e não ferrosos; os plásticos em PVC, PET, PEAD, PEBD, PP, PS, entre outros. A triagem confere aos resíduos a homogeneidade e qualidade necessárias à sua reciclagem. Depois deste processo de seleção, os resíduos de embalagens são enfardados por tipo de material e reencaminhados através da Sociedade Ponto Verde, para empresas que procedem à sua reciclagem.

 

 

Quais são as vantagens da Reciclagem?  

Reciclar embalagens usadas traz diversas vantagens quer ambientais quer económicas:
 
 Economia de Energia;
 Poupança de matérias-primas e preservação de recursos naturais;
 Redução da quantidade de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) que vão para aterros sanitários, prolongando o tempo de vida útil destas infraestruturas. 
 

Quero comprar um frigorífico novo. O que faço ao velho? 

Quando decide desfazer-se de um aparelho, pode dar-lhe um de três destinos: fazer retoma, entregá-lo para recolha seletiva ou doá-lo. Se o aparelho ainda funcionar, há muitas que agradecem este tipo de donativo.
 
Quando compra um aparelho elétrico novo (torradeira, microondas, TV, máquina de lavar, etc.) pode entregar, gratuitamente, o antigo na loja, desde que seja equivalente e tenha a mesma função do comprado. Isto é ainda válido para os equipamentos entregues ao domicílio.
 
Também é possível contactar a sua Câmara Municipal e pedir a recolha dos chamados "monstros” domésticos, ou depositar o aparelho diretamente no ecocentro do seu município ou em qualquer centro de receção autorizado.
 
Os aparelhos recolhidos nestes locais devem ser depois encaminhados para reutilização (total ou parcial) ou desmantelamento e reciclagem.

Que destino dar às lâmpadas fluorescentes? 

Evite deitar estas lâmpadas no lixo e, muito menos, no vidrão. As lâmpadas fluorescentes ou de descarga não podem ser depositadas no contentor do lixo indiferenciado, pois contêm substâncias perigosas que devem ser recolhidas separadamente.
 
Quando uma lâmpada deste tipo se funde, pode entregá-la, sem qualquer custo, no estabelecimento onde vai comprar a nova. Também pode depositá-la nos centros de recolha de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, ou nos ecocentros que as aceitam.
 
As lâmpadas economizadoras podem ser colocadas junto com as lâmpadas fluorescentes. 

O que são os "monstros" domésticos? 

São eletrodomésticos, equipamentos eletrónicos, móveis velhos e outros resíduos que, dadas as suas caraterísticas ou volume, não podem ser depositados nos ecopontos, nem no contentor para o lixo indiferenciado. Antes de mais, verifique se não estão ainda em condições de ser doados a instituições de caridade.
 
Algumas Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia fazem a recolha de "monos" porta-a-porta ou junto dos contentores do lixo. Contacte previamente a entidade responsável para combinar o dia e a hora da recolha. Assim, evitará que os "monstros" fiquem na via pública por mais tempo do que o estritamente necessário. Pode, também, levá-los para o ecocentro mais próximo. 

Qual o destino a dar às lâmpadas de filamento (normais)?

As lâmpadas "normais" ou de filamento podem ser colocadas no contentor dos resíduos indiferenciados. As lâmpadas de baixo rendimento devem ser colocadas em locais específicos tais como o ecocentro ou locais específicos para receber REEE's (Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos).

 

Devo utilizar os sacos de plástico que normalmente são oferecidos nas superfícies comerciais para colocar os resíduos indiferenciados, ou devo comprar sacos próprios para este fim? O que é ambientalmente mais correto?  

Como medida de prevenção de resíduos, não devemos trazer os sacos de plástico que são "oferecidos” nas superfícies comerciais, mas sim utilizar sacos ou outros recipientes reutilizáveis eventualmente de plástico ou tecido para transportar as compras.
 
Para colocação dos resíduos indiferenciados poderão adquirir-se sacos próprios para esse fim (à venda nas superfícies comerciais com várias capacidades) ou reutilizar uma pequena quantidade de sacos de plástico que já tenhamos em nossa posse. Os sacos próprios para resíduos indiferenciados podem acondicionar mais resíduos gastando menos matéria-prima, pois normalmente são maiores que os das superfícies comerciais.
 
Estes últimos também muitas vezes vêm furados o que obriga a utilizar mais do que um, contribuindo assim para uma maior produção de resíduos. 
 

Como posso ter um ecoponto doméstico? 

A LIPOR não tem ecopontos domésticos para oferecer (a não ser em projetos integrados e pontuais na área da educação ambiental). Poderá adquirir estes ecopontos domésticos, por exemplo, nas grandes superfícies comerciais.

Não encontra resposta às suas questões? Contacte-nos!

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