Descrição do processo

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Central de Valorização Energética
Como funciona 
  
 
A valorização energética dos resíduos urbanos consiste na recuperação da energia calorífica, mediante um processo térmico de tratamento controlado, e na sua transformação em energia elétrica.

A Central de Valorização Energética tem, pois, como principal objetivo proceder ao tratamento térmico controlado dos resíduos urbanos que não apresentem potencialidades de valorização pelos processos de reciclagem orgânica e multimaterial, recuperando a sua energia endógena para a produção de energia elétrica.

Deste modo, o circuito de funcionamento inicia-se com a receção dos resíduos urbanos indiferenciados provenientes dos vários circuitos dos Municípios que constituem a LIPOR, sendo armazenados numa fossa de receção com capacidade para equivalente a seis dias da atual produção. Este processo ocorre no interior de um edifício fechado, mantido em depressão para evitar a propagação de odores, sendo os resíduos posteriormente transferidos pela ação de um pólipo de garras para as 2 (duas) linhas de tratamento onde são queimados a elevadas temperaturas (1000º C a 1200º C) na presença de excesso de oxigénio.

Deste processo de combustão são libertados gases a elevadas temperaturas que passam por uma caldeira de recuperação de energia, onde o seu calor é aproveitado para a produção de vapor de água, posteriormente transformado em energia elétrica ao nível de um turbogrupo. A Central é autossuficiente em termos energéticos, isto é, utiliza cerca de 10% da energia total produzida para o seu próprio funcionamento, debitando assim, cerca de 90% da sua produção na Rede Elétrica Nacional.
 Esta unidade possui um rigoroso esquema de operacionalidade e controlo, de acordo com as mais exigentes normas ambientais. Os gases e os materiais inertes resultantes do processo de combustão são submetidos a um rigoroso sistema de controlo e monitorização ambiental. Os gases, antes da sua evacuação para a atmosfera, são neutralizados e filtrados em equipamentos de elevada eficiência. As cinzas resultantes deste tratamento são submetidas a um processo de inertização, e posteriormente depositadas em Aterro Sanitário. Do processo de combustão de resíduos resultam ainda escórias e materiais ferrosos que são separadamente recuperados, sendo estes materiais ferrosos encaminhados para posterior reciclagem.
O acompanhamento do funcionamento da Central é diretamente efetuado por uma Comissão coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), sendo suportado por um Programa de Monitorização Externa (PMExt) de avaliação do estado ambiental, psicossocial e de saúde pública da zona envolvente da instalação.
Paralelamente existe uma comissão de órgãos locais, incluindo o próprio Município da Maia, que acompanha todo o este projeto desde o início.


Projeto de valorização de escórias

Do tratamento dos Resíduos Urbanos (RU) na Central de Valorização Energética resultam dois tipos de subprodutos: as cinzas inertizadas e as escórias. 
Os principais componentes das escórias correspondem, essencialmente, à fração de materiais não combustíveis e potenciam uma utilização como material granular, substituindo os solos ou os agregados naturais obtidos na indústria extrativa.


As aplicações mais usuais incluem utilizações como:
 
 Material granular para aterros Coberturas intermédias de outros resíduos;
 Agregados em trabalhos de pavimentação, incluindo bases granulares e misturas com ligantes betuminosos ou hidráulicos;
 Agregados em aplicações comentícias, nomeadamente blocos de betão e elementos pré-fabricados ou betonados in situ;


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