A Estratégia de Recolha Seletiva da Fração Biodegradável

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Recolha Seletiva da Fração Biodegradável
 
A Valorização Orgânica, através da Compostagem, tem sido, desde a criação da LIPOR, em 1982, uma das principais componentes da política de gestão integrada de resíduos sólidos, sendo efetuado o aproveitamento dos resíduos biodegradáveis para produção de Composto.
 
Para se garantir uma excelente qualidade do produto final (composto) é fundamental encaminhar para compostagem resíduos com um elevado teor em matéria orgânica, o que pressupõe, desde logo, a impossibilidade de receção de resíduos indiferenciados na Central de Valorização Orgânica da Lipor.
 
Assim, e de forma a cumprir esse objetivo, a LIPOR identificou os principais fluxos de resíduos que devem ser recolhidos seletivamente na origem:
 
Resíduos verdes (jardins, parques, cemitérios);
Restaurantes e similares (estabelecimentos hoteleiros, bares, cantinas);
Mercados, feiras e centros de processamento e/ou distribuição de produtos frescos;
Fração putrescível proveniente dos circuitos de recolha seletiva porta-a-porta junto de habitações.

Complementarmente, e caso necessário, poderá ser adicionado material adjuvante (estilha de madeira, palha, serrim de madeiras não tratadas, etc.). O material adjuvante tem por objetivo melhorar a composição da mistura inicial a compostar.
 
No âmbito da estratégia definida de Valorização Orgânica, a LIPOR tem vindo a implementar diversos projetos, com o objetivo de remover seletivamente a fração orgânica presente nos resíduos domésticos e junto dos grandes produtores, nomeadamente restauração, mercados e hipermercados, cooperativas agrícolas, unidades industriais de processamento de produtos alimentares, etc.
 
Uma equipa técnica da LIPOR efetuou uma caracterização global dos estabelecimentos HORECA, mediante a realização de inquéritos que permitiram obter dados, quer sobre os procedimentos e rotinas desses estabelecimentos, quer sobre a quantidade e caracterização dos resíduos; foi possível também obter informação sobre as práticas atuais de separação dos resíduos e o índice de recetividade face à adoção de novas práticas de separação de resíduos. O estudo abrangeu os estabelecimentos localizados nos oito municípios associados.
 
Posteriormente ao diagnóstico foram implementados circuitos de recolha seletiva da fração putrescível. A deposição dos resíduos orgânicos é realizada em contentores específicos, sendo a frequência de recolha de 3 a 7 dias por semana. O projeto, denominado de Operação Restauração 5 Estrelas, inclui também diverso material informativo e de sensibilização.
 
Em 2014, o projeto Operação Restauração 5 Estrelas encontrava-se implementado em mais de 1700 do setor HORECA e similares, distribuídos por 17 circuitos de recolha seletiva porta-a-porta, localizados nos oito municípios da Lipor e, através de protocolos estabelecidos para o efeito, nos municípios de Esposende e de Viana do Castelo (Sistema Multimunicipal Resulima) e mais recentemente, no Sistema Intermunicipal Ambisousa, com o qual também foi estabelecido um protocolo, com vista a alargamento do Projeto.

O projeto permitiu valorizar através do processo de compostagem um total de 14.642 toneladas de resíduos orgânicos, o que significou um incremento de 8,5% comparativamente a 2013. A quantidade de resíduos orgânicos encaminhada para a CVO traduziu-se numa recuperação diária de cerca de 23,6 kg/estabelecimento, o que reflete bem a importância desta iniciativa inserida na estratégia de Valorização Orgânica da Lipor e dos municípios.

 
A Recolha Seletiva da Fração Orgânica junto dos Mercados, Hipermercados, Feiras, Centros de Distribuição de Produtos Frescos, etc., é efetuada mediante a utilização de contentores fechados de média/grande capacidade, sendo a frequência de recolha estabelecida de acordo com a quantidade de resíduos produzida. Todo o projeto é complementado com uma vasta ação de comunicação e sensibilização junto dos produtores.
 
Por último, a deposição da fração orgânica nos domicílios será efetuada a curto prazo, sendo que já foi realizada uma experiência-piloto no Município da Maia, abrangendo cerca de 270 edifícios com compartimento para resíduos, tendo sido disponibilizado, para além dos contentores para as várias frações recicláveis, recipientes de cor castanha para a deposição dos resíduos putrescíveis.
 
Em 2010 foram realizados inquéritos junto da população residente nos municípios da Póvoa de Varzim e Espinho, pretendendo-se avaliar o grau de recetividade relativamente à deposição e recolha seletiva de bio resíduos (resíduos alimentares e de jardim).
 
No que diz respeito à recolha seletiva de Resíduos Verdes é assegurada através dos Ecocentros (existem 21 infraestruturas do género na área da LIPOR) e de circuitos específicos, quer camarários quer de entidades privadas (empresas de jardinagem, etc.).
 
Em meados de 2004 teve início também a triagem dos resíduos verdes procedentes nos cemitérios, tendo sido criada uma plataforma para a receção e preparação daqueles materiais.
 
Uma equipa de 7 funcionários ocupa-se diariamente da triagem dos resíduos verdes (flores e ramagens), retirando todo o tipo de contaminantes (ceras, copos de velas, embalagens de detergente, pequenos mármores, etc.). Com este projeto tem sido possível enviar para compostagem uma quantidade muito significativa de flores e outros resíduos verdes, tendo o valor atingido as 2.331 toneladas em 2014. Por outro lado, além da valorização dos resíduos verdes, todos os materiais recicláveis (embalagens plásticas, cartão, vidro, metais) são também encaminhados para unidades de valorização, bem como as ceras e parafinas.

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