3M - menos Resíduos, menos Carbono, mais Clima

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As Alterações Climáticas constituem uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas que o planeta e a humanidade enfrentam na atualidade.



A origem antropogénica (humana) do problema está confirmada e tendo a problemática das Alterações Climáticas atingido já o "estatuto” de grave ameaça à prossecução dos objetivos de desenvolvimento, afetando duplamente os países que, sendo simultaneamente os mais pobres e com menos recursos de desenvolvimento, serão também os mais expostos e mais atingidos pelos efeitos das alterações do clima. Na União Europeia, não serão de menosprezar os efeitos das mudanças climáticas – os quais se farão sentir, com especial incidência, na zona sul da europa – pelo que será lícito assumir esta problemática como "a” prioridade (política, ambiental, económica e social) do século XXI, sobretudo à escala nacional.

As evidências

Existem, hoje, evidências científicas inequívocas de que o clima está a mudar. Os Relatórios do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) reafirmam estas evidências e identificam explicitamente as emissões antropogénicas de gases com efeito de estufa (GEE) como o fator determinante para o aquecimento do planeta, desde 1750.

A causa do "aquecimento global” é, portanto, humana – e encontra-se associada às emissões de GEE provenientes das atividades que ditaram o sentido do progresso e desenvolvimento económico e social, desde a era industrial à atual era da globalização.


As projeções e cenarizações

Mesmo reduzindo as emissões de GEE, a mudança climática e os seus negativos efeitos irão perpetuar-se por décadas.

Todas as projeções e cenários produzidos nos fora científicos são unânimes: a temperatura média do planeta continuará a aumentar, agravando as alterações do clima e suas consequências. Em face disto, para além da mitigação, a adaptação emerge como resposta necessária e urgente, num quadro de valoração ambiental, económica e social em que os custos da adaptação, quanto mais cedo forem tidos, mais se irão capitalizar em benefícios, atuais e futuros.

A Europa será uma das zonas mais afetadas pelas alterações climáticas e Portugal está entre as áreas mais vulneráveis da Europa, associada a um cenário de calor e seca.


Gestão de Resíduos

A principal fonte de GEE associada à gestão de resíduos é a emissão de metano (CH4) em aterros, em resultado da degradação do carbono orgânico contido nos resíduos depositados. Ao contrário do que se verifica com a maioria das fontes de GEE de origem humana, estas emissões ocorrem durante várias décadas após a deposição de resíduos.

A incineração de resíduos emite maioritariamente (94%) dióxido de carbono (CO2) resultante da presença de carbono de origem não biogénica nos resíduos incinerados (p. ex. fileiras de plásticos e têxteis sintéticos) e também, em pequenas quantidades, CH4 e óxido nitroso (N2O).

A compostagem emite quantidades reduzidas de CH4 (entre 1% e 6% do input inicial de carbono) em zonas do processo em que se desenvolvem condições anaeróbicas, e N2O (entre 0,5% e 5% do input inicial de azoto).

O sector dos resíduos é ainda responsável por emissões diretas resultantes de atividades de suporte, p. ex., o consumo de combustíveis fósseis em unidades de incineração e compostagem, e na operação de frotas de recolha e de máquinas móveis de operação de aterros. É também responsável por emissões indiretas associadas à eletricidade consumida nas suas instalações, quer sejam administrativas ou diretamente afetas ao tratamento de resíduos.

No entanto, e como parte integrante do fluxo de materiais no sistema económico, o sector dos resíduos pode desempenhar um papel importante nos esforços de mitigação das alterações climáticas. As emissões associadas à gestão de resíduos podem ser significativamente reduzidas através da prevenção da produção, da valorização multimaterial, da valorização orgânica da utilização de resíduos como fonte de energia e da adoção de procedimentos de operação que garantam um melhor controlo de emissões.

 
 

 


Por outro lado, num contexto em que as emissões globais de GEE continuarão a aumentar nas próximas décadas, o que leva que se estime que até 2100, a temperatura média do planeta oscile entre 1,8ºC e 4ºC, obriga a que o setor dos resíduos tenha-se que se adaptar a esta nova realidade. Assim, a adaptação emerge como resposta necessária e urgente, num quadro de valoração ambiental, económica e social em que os custos da adaptação, quanto mais cedo forem tidos, mais se irão capitalizar em benefícios, atuais e futuros para todo o sector dos resíduos.         
 
 
 Enquadramento
 


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