A importância da recolha Seletiva de Resíduos Alimentares




A produção e composição dos resíduos sólidos urbanos tem vindo a sofrer alterações ao longo dos anos, estando diretamente ligada aos hábitos de consumo da população. A quantidade de resíduos produzidos é cada vez mais significativa e é atualmente um problema que precisa de soluções adequadas, de forma a garantir a segurança e higiene públicas, eliminando focos de insalubridade e ainda a garantia de um bom desempenho ambiental evitando a emissão de gases de efeito de estufa, garantindo a proteção dos solos e a utilização do potencial existente nos resíduos.

A recolha seletiva tem um papel fundamental na gestão de resíduos, uma vez que permite uma otimização do aproveitamento dos resíduos como recursos.

A fração alimentar dos resíduos corresponde à maior fatia de resíduos sólidos urbanos a necessitar de tratamento. Esta tipologia de resíduos carateriza-se principalmente por serem putrescíveis, por variarem sazonalmente, por serem constituídos por uma grande diversidade de materiais e conterem um elevado teor de humidade. Devido às suas características, estes resíduos carecem de uma gestão adequada, atempada e célere, de modo a promover a salubridade pública e evitar a propagação de doenças e pragas bem como o incómodo provocado por odores desagradáveis e outros.

A gestão destes resíduos é particularmente importante uma vez que são gerados diariamente, em grande quantidade e são difíceis de armazenar nas habitações, o que leva a que sejam colocados à recolha muito frequentemente.

Numa perspetiva de Prevenção (da produção de resíduos) e em locais onde há terreno suficiente para aproveitar este tipo de resíduos, pode ser feita compostagem à escala doméstica, ou ainda ser um recurso para alimentação de animais.

Em locais com maior densidade populacional, resultando numa falta de espaço exterior nas habitações, estas práticas não são possíveis, tornando-se necessário resolver o problema de outra forma. É usual em muitos Países do Mundo a recolha frequente de resíduos indiferenciados e respetiva colocação em lixeiras ou aterros sanitários, o que gera elevados custos de recolha e de ocupação de espaço. Esta situação gera ainda um custo ambiental cada vez mais relevante uma vez que se verifica um aumento da produção de gases de efeito de estufa devido a processos de decomposição anaeróbica e no caso de deposição de resíduos em lixeiras, danos ambientais graves e muito graves.

Um pouco por todo o mundo, a legislação tende a limitar cada vez mais a introdução de resíduos alimentares em aterros, sendo necessário implementar soluções alternativas, adaptadas a cada situação conforme as características, necessidades e recursos.

Existem vários modelos de recolha seletiva de resíduos que podem ser implementados para os resíduos Alimentares.

Para que a implementação de um sistema de recolha e tratamento de resíduos seja eficaz, é fundamental a correta adesão da população servida pelo sistema. Tal só é possível se houver uma campanha de sensibilização clara e adequada ao público-alvo, de modo que seja percetível a razão da mudança, as vantagens da adesão e a necessidade da participação de todos. Esta fase é fundamental e pode determinar o sucesso ou insucesso de todo o processo.

A definição e planeamento da recolha seletiva de resíduos alimentares, pressupõe, a realização de estudos de diagnóstico para conhecimento da situação de base, quer a nível da produção de resíduos (fluxos, quantidades, origem, etc) mas também a nível de caracterização da zona geográfica alvo (tipologia e características de edifícios, dados populacionais, etc.) e dos produtores de resíduos (hábitos de consumo e dados culturais e comportamentais) com o intuito de desenhar uma solução à medida, consistente com as necessidades do cidadão e que vá ao encontro das expectativas das entidades responsáveis pela receção e tratamento dos resíduos.

Os modelos possíveis são divergentes, consoante a geografia onde se pretende atuar e os estudos preliminares necessários. Cada caso é um caso e o sucesso da implementação da recolha seletiva depende de um conjunto de fatores que devem ser analisados sob uma perspetiva de análise comum, agregando diferentes elementos e critérios que, em conjunto, ditarão a solução chave mais adequada.

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