Conheça o modelo de governança LIPOR


A LIPOR foi constituída em 1982, fruto da vontade política de um conjunto de autarcas da região. Na altura, considerou-se que era absolutamente estratégico, pois não havia mais nenhum local onde o município do Porto e outros limítrofes pudessem depositar os seus resíduos.

Ao longo dos anos, a LIPOR desenvolveu uma estratégia integrada de valorização, tratamento e confinamento dos resíduos, baseada em três pilares: Valorização Multimaterial, Valorização Orgânica e Valorização Energética, complementadas por um aterro sanitário para a receção de resíduos que não possuam qualquer potencial de valorização.

O facto da LIPOR ser uma associação de municípios resulta em especificidades quanto aos modelos de gestão e governação. O órgão deliberativo é a Assembleia Intermunicipal e o órgão executivo é o Conselho de Administração, que integra um membro por cada município, por norma vereadores da área do Ambiente, sendo praxis que o Presidente do Conselho de Administração seja um Presidente de Câmara.

A presidência não segue uma lógica de rotatividade, mas resulta de um consenso dos associados e tem sido bastante estável: ao longo dos 40 anos de existência da LIPOR, o seu Conselho de Administração teve apenas seis Presidentes. Esta estabilidade, que se reflete igualmente no corpo técnico, é considerada fator de sucesso numa organização que procura não ser permeável a ciclos eleitorais e a alterações de procedimentos, tendo em conta que os investimentos exigem uma perspetiva de médio-longo prazo. 

Na LIPOR cada município tem um voto no Conselho de Administração, independentemente da respetiva densidade populacional, produção de resíduos ou extensão territorial. Neste processo simples e linear, existem 5 membros efetivos e 3 membros suplentes, numa lógica anual de rotatividade, mas todos eles participam nas reuniões do Conselho de Administração, têm acesso à ordem de trabalhos e propõem temas. Apesar de só os membros efetivos terem poder de voto, na prática, todas as decisões são tomadas por unanimidade. Os administradores não são remunerados.

Do ponto de vista da gestão, o desempenho da LIPOR é monitorizado através de indicadores bem definidos que permitem avaliar o grau de execução da visão estratégica: a sustentabilidade, nas suas diferentes vertentes. A organização desenvolveu e implementou o seu próprio modelo de "Balanced Scorecard” e um conjunto de outras ferramentas, que permitem analisar o desempenho global de forma diária e acompanhar de perto os resultados em cada uma das diferentes áreas.

A visão estratégica, as metas e o caminho definido pelo Conselho de Administração são materializados por uma equipa técnica especializada que propõe, a cada passo, as medidas necessárias para se atingir esses objetivos, tendo em conta as melhores e mais recentes práticas de gestão de resíduos. O administrador-delegado, nomeado pelo Conselho de Administração, a quem responde diretamente, é o elo de ligação entre os órgãos políticos e a estrutura técnica da LIPOR.

A internacionalização é um dos pilares estratégicos da LIPOR, para alavancagem do negócio, projeção da organização e da sua marca.

Neste sentido, a Unidade de Negócio Internacional tem como missão promover a estratégia de internacionalização da LIPOR, através da venda ou prestação de serviços de consultoria técnica e especializada em contexto internacional, oferecendo soluções personalizadas, adaptadas à dimensão e cultura dos países de destino. Atualmente encontra-se a desenvolver projetos em Países como Argentina, Costa do Marfim, Trinidad & Tobago e Brasil. 
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