29 Jul

Adaptar o Território às Alterações Climáticas: “Aproximação e Valorização do Rio Tinto”

A LIPOR, teve uma candidatura aprovada no âmbito do Fundo Ambiental: Adaptar o Território às Alterações Climáticas, Concretizar o P-3AC.

Com esse propósito, o projeto candidato "Aproximação e Valorização do Rio Tinto” incidiu na reabilitação fluvial do troço do Rio Tinto localizado nas imediações do Parque Aventura e Trilho Ecológico da LIPOR, perfazendo uma área total de aproximadamente 80 965 m2.
A intervenção terá em conta objetivos hidráulicos, ecológicos, paisagísticos e culturais, de forma a aumentar a resiliência das estruturas atualmente existentes, assim como promover a biodiversidade local e serviços de ecossistemas associados.

Existem, hoje, evidências científicas inequívocas de que o clima está a mudar. Os Relatórios do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) reafirmam estas evidências e identificam explicitamente as emissões antropogénicas de GEE como o fator determinante para o aquecimento do planeta, desde 1750. A causa do "aquecimento global” é, portanto, humana e encontra-se associada às emissões de GEE provenientes das atividades que ditaram o sentido do progresso e desenvolvimento económico e social, desde a era industrial à atual era da globalização.
É objetivo da LIPOR, com este projeto, adaptar as infraestruturas reduzindo a sua vulnerabilidade aos efeitos previsíveis das alterações climáticas. Este projeto vem no sentido de criar respostas aos riscos e às oportunidades climáticas através de iniciativas a partir das quais se pode desenvolver uma adaptação eficaz.
De um modo amplo, o projeto está estruturado segundo três objetivos principais:

  • Criar capacidade adaptativa
  • Aumento da resiliência
  • Consciencialização e envolvimento do setor

Como tal, estão previstas e a ser implementadas um conjunto de ações que tornam os espaços menos vulneráveis, mais resilientes e adaptados aos fenómenos das alterações climáticas, tais como:

  • contribuir para a retenção e abrandamento do fluxo das águas;
  • melhorar todo o coberto vegetal adaptado e autóctone;
  • estimular a criação de micro-habitat;
  • reforçar um corredor ecológico;
  • promover a biodiversidade;
  • aumentar os serviços ecossistémicos.

Não obstante os constrangimentos decorrentes da atua crise pandémica, os resultados serão apresentados até ao final do ano de 2020.

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