17 Fev

Bacias e valas de retenção, melhoram a gestão da água e a proteção do solo no Parque Aventura e Trilho Ecológico da LIPOR


A Biodiversidade e a manutenção sustentável dos espaços verdes na nossa envolvente continuam a ser uma forte aposta da LIPOR. Atualmente a LIPOR faz a gestão de aproximadamente 160 hectares de Espaços Verdes, utilizando técnicas e metodologias que permitam uma gestão sustentável, a diminuição de custos e uma maior naturalização destes espaços, aumentando, consequentemente a Biodiversidade.

Neste sentido já foram convertidos vários taludes e espaços relvados em jardins naturalizados e sustentáveis, onde se corrigiram também algumas características destes espaços, nomeadamente, o solo pobre e seco, combatendo a sua erosão. A técnica de bacias e valas de infiltração, muito usada em permacultura, permite a retenção da água no solo e consequente retenção de nutrientes, tem sido aplicada na LIPOR com sucesso, permitindo a criação de espaços sustentáveis, produtivos, biodiversos, criadores de habitats propícios para a estimulação da fauna e flora autóctone.

Dando continuidade a esta intervenção, estamos neste momento a criar um conjunto de bacias e valas de infiltração (swales), numa área específica do Parque Aventura e do Trilho Ecológico junto ao Rio Tinto.
Este projeto tem o financiamento do Fundo Ambiental, no tema "Adaptar o Território às Alterações Climáticas - Concretizar o P-3AC”.

A Lipor continua a adaptar os seus espaços às alterações climáticas que cada vez mais se fazem sentir. É cada vez mais frequente ondas de calor, elevada precipitação num curto espaço de tempo (chuvas intensas), ventos extremos, erosão dos solos, entre outras. Este projeto, pretende adaptar o terreno às alterações climáticas tendo em conta as suas particularidades no Parque Aventura e no trilho ecológico com o aumento regular do caudal do rio Tinto, que veio a ser agravado com o alargamento da autoestrada.

Esta intervenção está a ser levada a cabo numa área de 8 hectares que se pretende que venha a ser uma floresta autóctone com área de pastoreio. Parte do terreno (adquirido pela LIPOR recentemente) estava com plantas invasoras e exóticas: acácias, cortadérias e eucaliptos. Estas foram eliminadas e substituídas por espécies autóctones e aplicado prado nacional autóctone. Este espaço será alvo de um controlo nos próximos anos como combate direto a erosão do solo, criando um espetro biológico diverso.

As bacias de retenção (charcas) são estruturas que pretendem regularizar os caudais pluviais contribuindo para resolução de cheias e secas extremas, pretendem reter a água da chuva criando micro-habitats muito ricos. Por outro lado, as valas de infiltração (swales) são valas construídas ao longo das curvas de nível.
Esta combinação e a sua interligação pretende reduzir a velocidade do fluxo da água das chuvas à superfície, retendo-a no sistema, introduzindo-a no lençol freático, reduzindo a erosão do solo; aumentando o nível de nutrientes e o conteúdo em matéria orgânica no solo circundante, melhorando a sua estrutura e fertilidade.

Tanto as charcas como as valas de infiltração são ferramentas de gestão da água com recurso a elementos naturais do local, relativamente pouco dispendiosas e muito eficazes. Esta técnica vai desviar uma grande quantidade de água, que de outra forma iria ser lançada no rio Tinto contribuindo para o aumento do seu caudal. O Parque aventura tem uma inclinação acentuada e pouca impermeabilidade (tendo em conta que é um antigo aterro devidamente selado) pelo que, sempre que existe precipitação elevada, a água é encaminhada de forma direta, pelo sistema de calhas de águas pluviais, para o rio Tinto a uma grande velocidade contribuindo para o aumento do caudal do rio e consequentes cheias. Com este projeto estamos a desviar cerca de 40% das águas do Parque Aventura, que vamos contabilizar anualmente, encaminhando-a para o sistema de bacias e valas de infiltração, alimentando o sistema, filtrando-a e introduzindo-a nos lençóis freáticos.

Todo este trabalho tem vantagens diretas muito significativas a médio e longo prazo com um amento direto no espetro ecológico, garantindo um espaço propicio à estimulação da biodiversidade garantindo habitats estáveis ao longo de todo o ano rumo abundância.

Vamos continuar a divulgar periodicamente a evolução dos trabalhos. Esteja atento!

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